Com Paciência e Paz

Com Paciência e Paz

Joanna de Ângelis

COM PACIÊNCIA E PAZ

Revolta surda vai assenhoreando-se da tua mente ao considerares que ou teus mais salutares alvitres não são aceitos por aqueles a quem te afeiçoas ou procuras ajudar.

Argumentas com segurança, arrimado à lógica e, no entanto, os mais íntimos te parecem distanciados de qualquer programa de elevação, avançando desassisados para os ruinosos caminhos da criminalidade a que se vinculam.

Antes, quando ignoravas o testamento cristão, nas diretivas com que o Espiritismo te enseja, acalentavas o desejo de renovação segura e estável que oferecesse base à paz interior com clima ameno de confiança nas disposições superiores.

Hoje, clareado por convicções felizes, desejas expor e esclarecer, facultando oportunidades igualmente venturosas aos eleitos da tua afeição.

Ages mal, porém, por te deixares consumir pela inquietação ante a rebeldia deles.

O solo sáfaro, impermeável à água e ao adubo, demora-se calcinado e infeliz.

A nascente débil que se não liga ao rio generoso escalda-se e desaparece.

A correnteza que desdenha as fontes das margens do próprio curso, candidata-se ao desaparecimento.

A rebeldia como a presunção já caracteriza a infelicidade de quem as conduz.

Há ocasiões próprias para semear.

A oportunidade certa ensejar-te-á operosa ação para a sementeira da verdade.

Evita o peso da ira no serviço de esclarecimento ou em qualquer circunstância.

A “cólera divina” é configuração meramente humana que não corresponde à verdade.

Quem deseja ajudar no despertamento de espíritos porfia criando ambiente de luz, reconhecendo que o tempo é o grande professor dos desatentos.

* * *

Muitas vezes o Mestre não foi ouvido por aqueles a quem muito amou.

Os que conviveram no círculo do seu afeto por mais de três ano, cercados de carinho e envoltos na esfera do seu inefável devotamento atestaram conhecê-Lo pouco, quase nada entendendo das suas lições. Ele, porém, compreendia que os que O não recebiam já estavam punidos e deles se apiedava…

Desdenhar a luz e fugir-lhe à contribuição valiosa é candidatura à enfermidade e à morte.

Os que desprezam o banho lustral da palavra de vida empalidecem as possibilidades de redenção e liberdade real.

O Evangelho nos diz que “os seus não O receberam…”.

No entanto, Ele sempre recebeu a todos, estando à disposição de todos.

Entre os que O buscavam estavam homens e mulheres de renomada posição e dos mais escusos antros das cidades.

Muitos se disputavam recebê-lo em suas casas, tê-Lo às suas mesas, talvez para se beneficiarem da notoriedade d’Ele ou para conhecê-Lo de perto.

Incansável, porém, demorou-se em serviço enquanto era tempo, sem reclamar nem transigir com aqueles que não O queriam, nem O escutavam, nem O recebiam…

* * *

Não há outra conduta a adotar, a serviço dEle, senão aprendendo com Ele a lição da sua conduta.

Os que agora não podem avançar contigo, virão depois. Propicia-lhes o terreno e prossegue à frente, abrindo rota de segurança entre dificuldades.

O valor da mensagem que conduzes com doação da própria vida é tesouro que, em te enriquecendo da luz do discernimento, fará de ti emissário da paciência e da paz, sem campo para que grassem as sombras da revolta ou da ira.

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 17

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