Em busca da autoiluminação

Em busca da autoiluminação

Divaldo Pereira Franco

Ao suceder dos anos, concordo plenamente com aqueles que dizem ser o sentido da vida a autoiluminação, ou conseguir o a que Sócrates se referia como o Conhece-te a ti mesmo.

Desde muito jovem, busquei entender os objetivos existenciais e os fenômenos que aconteciam em mim e no meu entorno.

No dia 27 de fevereiro de 1949, encontrava-me em férias com amigos na residência da família Veiga, em Muritiba, neste Estado, quando despertei com estranha dor no braço direito.

Naquela época, quaisquer dores ósseas eram logo consideradas primeiro como reumatismo ou artritismo e havia fórmulas caseiras para aplicação terapêutica.

De imediato, usei massagens de álcool, cânfora e outro produto, sem que lograsse resultado positivo.

Estando em nosso grupo o jornalista Sr. Abel Mendonça, que era intelectual e homem prático, muito jovial, adotando o Espiritismo como sua filosofia existencial, falou-me, interrogando-me: – Divaldo, isso não será um sinal para a psicografia?

Eu estava iniciando-me no estudo do Espiritismo e fiquei surpreso.

O Sr. Abel continuou: – Irei buscar papel e lápis para fazermos uma tentativa.

De imediato, oramos e, tomando o lápis, comecei, sem o querer, a escrever com imensa velocidade, sem saber exatamente o que estava acontecendo.

Em breves minutos passou aquela pressão que me dominara o braço e a dor desapareceu.

Houvera escrito uma mensagem intitulada Na subtração e na soma, firmada pelo nome Marco Prisco.

Logo depois, buscamos O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, e lemos o capítulo que estudava o fenômeno.

Passadas as emoções e a curiosidade, no dia imediato, voltei a escrever, recebendo as orientações de como deveria conduzir-me, caso desejasse dar prosseguimento ao fenômeno.

Com respeito e cuidados especiais, iniciei o estudo da mediunidade e o comportamento que se deve assumir ante a educação da faculdade e os valores morais.

Passaram-se quase 73 anos e escrevi mais de seiscentos autores espirituais, hoje reunidos em mais de 280 obras: romances, histórias, poesias, comentários, dramas de teatro etc.

Igualmente, mais de duas mil cartas espirituais e mensagens individuais, consolando vidas que se encontravam em desesperação, em situações particulares de perturbação e obsessão, enfermidades psicológicas e espirituais.

A mediunidade é uma faculdade orgânica, que todos possuímos em diferentes estágios, o que levou o Prof. Charles Richet, Prêmio Nobel de Fisiologia, considerado o maior cientista francês no século passado, a afirmar que se trata de um sexto sentido.

O Espiritismo equaciona os problemas humanos. Conheça-o através das obras de Allan Kardec, o seu egrégio Codificador.

A sua mensagem é o Consolador que Jesus prometeu.

Divaldo Pereira Franco

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 24/02/22

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