Chico Xavier e o incêndio no Edifício Joelma

Chico Xavier e o incêndio no Edifício Joelma

Anunciamos, no mês anterior, uma série de matérias especiais relacionadas à marca de duas décadas da desencarnação do nosso inesquecível Chico Xavier (ver aqui), que nos deixa, então, “20 anos de saudade”. Nesse meio tempo publicamos a reportagem Chico Xavier e o caso “O Cruzeiro”, contando em detalhes um dos mais marcantes episódios desta extraordinária biografia. Trazemos agora um apanho de outro momento muito importante da trajetória do médium, fazendo menção ao triste evento do incêndio do edifício Joelma, na Capital de São Paulo, no qual Chico ganha visibilidade após psicografar o drama de Espíritos que morreram vítima daquela tragédia que abalou o país inteiro e participar — ele mesmo — de um longa-metragem contando essa história intrigante.

A tragédia

A tragédia em questão se deu em 1 de fevereiro de 1974: o imponente Edifício Joelma (depois rebatizado para Edifício Praça da Bandeira), localizado na região central de São Paulo, Capital, foi construído e inaugurado em 1972, sendo imediatamente alugado para um banco de investimentos. No começo daquele ano da tragédia, a empresa estava desocupando algumas salas, que estavam sendo alugadas para servir de escritório para outras companhias. Ocorreu, pois que, na data assinalada, por volta das 8h45, um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado do 12° andar provocou um terrível incêndio que tomou conta de todo o prédio.

Não havia nem 2 anos (precisamente em 24 de fevereiro de 1972) que a mesma cidade paulistana havia assistido a outro incêndio de grandes proporções, no Edifício Andraus. O prédio ficou inteiramente destruído e o número de vítimas fatais foi de 16 pessoas, ficando também cerca de 3 centenas de feridos graves. Entretanto, sem chegar perto dos números do caso do Joelma: 187 mortos e mais de 300 pessoas ficaram gravemente feridas; é até hoje a segunda pior tragédia com incêndio em arranha-céu por número de vítimas fatais, atrás somente do colapso das Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York em 11 de setembro de 2001.

O caso do Edifício Joelma motivou a articulação de várias entidades em favor do estabelecimento de novas e mais precisas normas de segurança para instalações urbanas públicas e comerciais.

O drama de Wolquimar

Dentre as vítimas daquele incêndio contou-se a jovem Wolquimar Carvalho dos Santos, de família espírita e inclusive habituada a sessões mediúnicas, com quem, aliás, havia acontecido uma série de eventos especiais como que preparando-a para aquele assustador desfecho que lhe parecia inevitável. Uma vez desencarnada, seu Espírito aparece à sua mãe e lhe sugere ir ter com Chico Xavier, então residente em Uberaba. Num primeiro momento, nenhum contato substancial, mas depois Wolquimar e mais outro Espírito, que também foi morto no mesmo episódio, Wilson William Garcia, reuniram-se e contaram seus dramas pessoais, originando assim a publicação do livro Somos Seis, em 1976, organizado por Caio Ramaziotti, livro que contém ainda histórias de outros quatro jovens desencarnados, mais uma entrevista com o querido médium espírita, falando sobre mortes prematuras.

O filme

A história de Wolquimar serviu de inspiração para o roteiro do filme Joelma 23° andar, produzido em 1979, sob a direção de Clery Cunha e estrelado por Beth Goulart, com a participação do próprio Chico Xavier, que aparece psicografando as cartas consoladoras, nas quais a mãe de Wolquimar encontrou mais alento para a sua dor de mãe órfã.

Cartaz do filme Joelma 23° Andar

Assista ao filme:

https://www.facebook.com/Portal.Luz.Espirita/videos/362181345502497

Tanto o livro quanto o filme deram grande visibilidade ao médium e ao Espiritismo, além de levantar o debate sobre as razões e as consequências das mortes de crianças e jovens, que não podem ser melhor explicadas senão pela luz e consolo da Doutrina Espírita.

Linha Direta sobre o caso do Edifício Joelma

O caso do Edifício Joelma também foi contado na edição de lançamento do programa Linha Direta da Rede Globo, que, embora muito carregado de dramaticidade, contém outros elementos curiosos envolvendo a história daquele prédio, antes e depois da tragédia de 1974.

Eis, pois, mais uma grande contribuição de Chico Xavier para a propagação da nossa amada doutrina, pelo que, certamente, muito temos o que agradecer a este ser extraordinário que nos deixa com vinte anos de saudades.

Mais uma vez, obrigado, Chico!

Fonte: Espiritismo em Movimento

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