Atividades Espirituais

Atividades Espirituais

Manoel Philomeno de Miranda

A dinâmica da ação é lei da vida. Em toda parte, o movimento trabalha em favor da ordem e do equilíbrio. Por consequência, o repouso e a ociosidade propiciariam a ocorrência do caos.

Tudo quanto parece imóvel e imutável encontra-se em completa agitação, que os órgãos dos sentidos humanos e alguns delicados e complexos aparelhos não conseguem captar.

Sendo a vida terrestre natural efeito do mundo causal, de energia e de programação, neste as ações são responsáveis pelos valores que trabalham para a evolução espiritual do ser.

Nesses mundos intermediários entre o físico e os mais felizes reinam incomparáveis movimentos de edificação, porquanto, também eles prosperam com a sua comunidade espiritual ascendendo na escala superior infinitamente.

Os espíritos que neles estagiam, são convidados a atividades inumeráveis, graças às quais dão prosseguimento aos labores que experienciaram na existência corporal e a morte não conseguiu interromper.

De outras vezes, programaram futuras realizações que deverão enfrentar, contribuindo para a renovação do planeta e a superação dos males que afligem as criaturas que hospedam.

Pesquisas nas diversas áreas da ciência, da tecnologia, do pensamento, das artes, da fé religiosa ampliam a capacidade de entendimento dos seus realizadores, que mais tarde transferirão para o planeta em ministérios enriquecedores e felizes.

Escolas e Universidades especializadas transferem o conhecimento das Esferas ditosas para esses laboriosos buscadores da verdade, que se capacitam para os futuros cometimentos iluminativos.

Não havendo lugar para a inação, o trabalho fraternal de auxílio recíproco faculta que sejam organizadas caravanas especiais de socorro às criaturas humanas, que passam a ser tuteladas pelo nobre auxílio, a fim de que se renovem, tenham as suas aflições minoradas quando não cessadas, e o amor se encarregue de equacionar os tremendos conflitos gerados pelo ódio, pela vingança e pela revolta, que remanescem naqueles que pretendem desforçar-se dos males de que foram vítimas, e sem apoio na confiança irrestrita em Deus, que a tudo corrige pelo amor, tomam nas mãos á clava da justiça e enlouquecem, ampliando os círculos das obsessões e as manifestações de doenças e dramas de toda natureza, que infligem aos seus desafetos com objetivos destrutivos…

Aprende-se a ajudar em anonimato reconfortante, oferecendo-se apoio e inspiração àqueles que se encontram algemados aos vícios e aos tormentos, sem nunca deixarem desanimar, mesmo quando os resultados não se fazem auspiciosos.

Treinam misericórdia em visitas de auxílio e amparo às regiões de sofrimentos inenarráveis, de onde procuram retirar aqueles que se apresentam com melhores disposições íntimas para o refazimento pessoal.

Assumem responsabilidades com muitos daqueles que aportam às províncias onde residem como náufragos, e são internados em clínicas próprias de acordo com as mazelas que conduzem, assim como de repouso e refazimento, para a adequada reconquista da saúde e da paz interior.

Simultaneamente, reconstroem-se grupos familiares que volverão à Terra, a fim de repararem equívocos juntos ou construírem novas edificações de harmonia.

Não sendo necessários largos períodos para o repouso, em razão da inexistência do cansaço, o desenvolvimento de atividades é sempre ampliado, com intervalos de auspiciosos encontros de arte e de beleza ou para se poder fruir as esplendorosas mensagens da Natureza sem a poluição mental, geradora das demais que ameaçam a vida terrestre.

Os espíritos intercambiam sentimentos de afetividade pura e profunda, sem quaisquer tormentos egotistas e derivados das faixas primevas do processo evolutivo. O sexo apresenta-se sem as particularidades morfológicas, mantendo-se as expressões recentes da reencarnação anterior, porém, sem os impulsos perturbadores da libido, a manifestar-se em outros departamentos da emotividade.

Não há competição destrutiva, em que alguns pretendam o pódio da glória, porque o maior servidor sempre passa sem a ostentação nem a volúpia da fatuidade humana.

Todos empenham-se em trabalhar pelo próprio, assim como pelo crescimento geral, esforçando-se em cooperar e produzir, conscientes dos deveres que produzem a realização da felicidade.

Desde as mais inexpressivas até as mais desafiadoras atividades, esses mundos espirituais ensejam o prosseguimento da vida em contínuo dinamismo. Eis por que o ultrapassado conceito morrer para descansar, faz-se substituído por viver além-da-morte para prosseguir em crescimento infatigável no rumo do Infinito.

Treine-se na Terra a ação que prodigaliza ventura, e após a morte do veículo físico, prosseguir-se-á em atividade ordeira e confortadora com que sempre se apresentará a vida no seu sentido imortal.

Manoel Philomeno de Miranda

Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Livro: Reencontro com a Vida – 17

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