A batalha de opiniões e suas consequências

A batalha de opiniões e suas consequências

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João Kosmiskas

A Terra é abençoada escola em que estagiamos com a finalidade de progresso do espírito eterno. Nela vivemos disciplinas diversas, de acordo com as nossas capacidades e necessidades, porém é indiscutível a possibilidade de tudo aprender em uma única encarnação. Segundo os mentores espirituais, nas experiências educativas, a grande maioria de nós fracassa fragorosamente, alguns alcançam sucesso parcial, e raros obtém a completude do aprendizado, para aquela existência.

Por que a grande maioria fracassa nas provas terrenas? A doutrina espírita esclarece que ainda somos espíritos inferiores, ou seja, egoístas, orgulhosos e ignorantes, que manifestamos nossas tendências onde estivermos e no que fizermos. Portanto, nas novas reencarnações mostramos quem somos e repetimos as mesmas tendências, ate que a dor, para maioria de nós, induza a mudança de nossos hábitos.

Um exemplo disso tudo é a conturbação social que, mais uma vez, toma todos os recantos do planeta, com a intolerância e a polarização levando ao separatismo entre povos, nações e famílias.

Pois, mais uma vez, atraídos por ideologias transitórias, fascinados pelos poderosos do momento ou norteados, exclusivamente, pela prosperidade material a qualquer preço, atacam os que consideram, ou imaginam, adversários, na suposição de defenderem ideias concedidas por outros, que adotam como suas.

Agora, nessa ‘guerra de opiniões’, travada nos meios de comunicação usuais e nas redes sociais, a mentira, a maldade, a falsidade, a perversão de valores, das virtudes humanas e cristãs, até a utilização de nomes veneráveis e de textos religiosos para justificarem suas atitudes.

O livro Os mensageiros, do Espírito André Luiz, psicografado pelo médium Chico Xavier, em 1944, portanto durante a Segunda Guerra, esclarece sobre o alcance do poder destruidor dessas bravatas entre os encarnados.

“Nossos aparelhos assinalam aproximação de grande tempestade magnética. Pois, os que não se encontram nas linhas de fogo, permanecem nas linhas da palavra e do pensamento. Quem não luta nas ações bélicas, está no combate das ideias, comentando a situação. Reduzido número de homens e mulheres continuam cultivando a espiritualidade superior. Portanto, é natural que se intensifiquem, ao longo da crosta, espessas nuvens de resíduos mentais dos encarnados invigilantes, multiplicando as tormentas destruidoras…”

André Luiz ainda comenta sobre a interferência de trabalhadores, espirituais, encarregados da preservação da saúde humana, “que suportam pesados fardos para que as tormentas magnéticas, invisíveis ao olhar humano, não disseminem vibrações mortíferas, a se traduzirem pela dilatação de penúrias da guerra e por epidemias sem conta”.

A orientação de Jesus de “Olhar, vigiar e orar” não é estímulo a desconfiança. É recomendação de cuidado e responsabilidade para conosco mesmos, com nosso pensar, falar e agir. Vem a Terceira Revelação com a doutrina dos espíritos e realça que pensar, falar e agir impõem manifestação de cunho vibratório, de alcance ainda desconhecido pela ciência humana, porém determinante à saúde física e comportamental da coletividade. Observem as novas epidemias, o ressurgimento de velhas doenças, o número cada vez maior de tumores. Para aqueles que tiverem “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, saibam que o pensar é livre, mas não é sem responsabilidade.

1 Capítulo 18 “Informação e esclarecimento”, FEB.

João Kosmiskas

Publicado no jornal Correio Fraterno – edição 491 – 2020

Fonte: correio.news

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