EVOLUÇÃO DOS ANIMAIS EM DOIS MUNDO

Dr Ricardo Di Bernardi

O Estudo do espiritismo nos fornece muitas informações acerca do corpo espiritual do ser humano e, buscando fontes literárias de ilibada estirpe, obtemos, também, conhecimentos relativos aos animais, seres que no dizer de Emmanuel na obra O Consolador, questão 79, chegarão um dia ao reino “hominal”.

A onipresença da inteligência universal faz com que todo ser da natureza evolua, se transforme infinitamente, galgando novos degraus da escala evolutiva. Todo átomo, molécula, célula de um animal também estão mergulhadas no amor universal.

Há, sem dúvida, diferenças expressivas, graus muito diversos de situações na escala zoológica dos princípios espirituais reencarnados e, também após a morte, desencarnados.

O corpo espiritual de um animal como em nós humanos, recebe continuamente o influxo energético do seu corpo mental. Como são seres muito simples, sua parte equivalente ao corpo mental tem um papel menos intenso devido à ausência de um pensamento contínuo. O corpo mental emite apenas expressões fragmentárias e sempre de curta duração. Dir-se-ia que o animal pensa fragmentariamente, o homem pensa continuamente, mas ama fragmentariamente…

Assim, os animais pelo fato de não possuírem pensamento contínuo pouco interferem a curto prazo na moldagem anatômica do corpo espiritual após a morte física. Há nos animais, segundo André Luiz, uma ausência de substância mental consciente, por outro lado, na obra “Evolução em dois mundos” fica muito explícita a ação dos estímulos mentais inconscientes.

São inúmeros os estímulos mentais inconscientes obtidos nas reencarnações e arquivados na estrutura extrafísica dos animais, por exemplo, dificuldade de localizar alimento ocasionando sofrimento e morte, localizar água para dessedentarem-se, dificuldades para reproduzir por fragilidades diversas, fugir de predadores, enfim experiências fortes que se repetiram em muitas vidas.

Todas as experiências importantes produziram forças automáticas (portanto inconscientes), gerando estímulos para necessidade de mudança evolutiva, isto é, de melhor adaptação ao meio. As experiências de fome intensa e outras limitações sofridas nas vidas sucessivas criam, sempre, arquivos fortes registrados em núcleos energéticos que pulsam intensamente e se reforçam a cada nova existência, constituindo parte do patrimônio extrafísico do animal, tornando-se poderosa alavanca de transformação evolutiva. Seres simples, mas fadados à Lei Universal do progresso infinito.

Quando um animal desencarna, o princípio espiritual, ou seja, sua essência sobrevive e antes de retornar para a vida física pode se situar em uma das três condições que genericamente resumimos:

A maioria dos animais passa por uma verdadeira hibernação após a sua morte. Isto porque sua estrutura extrafísica (correspondente ao corpo astral) é energeticamente muito simples, sua vibração é muito lenta, isto é, de energia cinética baixa. A obra Evolução em dois mundos é um magnífico tratado que aprofunda esses aspectos.

A “hibernação” pós-morte faz-se automaticamente pela redução gradativa da vibração dos componentes astrais desses seres simples, levando a uma sonolência progressiva. Antes mesmo de passarem por esse fenômeno, esse grupo de animais permaneceu algum tempo ao redor do habitat físico familiar do mundo terrestre, atraídos magneticamente pela psicosfera do seu grupo. Logo caem em pesada letargia e, pela necessidade de se aproximar dos seus afins reencarnam sendo atraídos ao campo genésico dos seus “parentes” ou semelhantes afins.

Outro grupo de animais em situação diferente podemos encontrar nas obras psicografadas editadas pela FEB e outras conceituadas editoras. Tratam-se de animais mantidos pela espiritualidade no mundo espiritual para fins elevados e produtivos, tanto para os próprios animais como para a comunidade dos Espíritos humanos. Além dos serviços mútuos podem receber estímulos magnéticos no corpo astral favorecendo às mutações genéticas no retorno a vida terrestre. Há equipes especializadas inclusive atendendo espécies extintas na Terra, mas cujo princípio espiritual sobrevive e necessita retornar á vida física.

Um terceiro grupo, bastante peculiar, é o dos animais domésticos. Estes são muitas vezes atraídos pela força mental dos seus “donos” encarnados, podendo permanecer presos à atmosfera psíquica dos lares físicos por algum tempo. Fixam-se, temporariamente, ao “habitat familiar”. Além disso, muitos desses animais poderão permanecer nas colônias astrais humanas mantidos pela vibração amorosa de seus donos desencarnados. O magnetismo de amor daqueles que conviveram muitos anos torna possível a aceleração energética dos componentes astrais dos animais domésticos fazendo-os permanecer mais tempo na dimensão astral antes de renascer.

Amemos nossos irmãos animais!

Dr. Ricardo Di Bernardi

rhdb1@gmail.com

Fonte: Intelítera

Referências:

  1. Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, ed. FEB – Federação Espírita Brasileira.
  2. Emanuel/ médium Chico /Xavier , O Consolador , ed. FEB .
  3. André Luiz/ /Francisco Cândido Xavier, Evolução em dois Mundos ed. FEB cap. XII e toda a obra.
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