A MENTE HUMANA EM TEMPOS DE PANDEMIA

A MENTE HUMANA EM TEMPOS DE PANDEMIA

(A importância da prece)

Antonio Moreira Junior

A incerteza do momento gerada por um bombardeio de informações e notícias desconexas, onde não sabemos em quem acreditar, nos deixa à mercê de um jogo político, e de interesses econômicos, próximo ao caos. Parece que enfrentamos um inimigo sempre desconhecido, que, às vezes, imaginamos ser um verdadeiro monstro. Com isso a nossa mente, na ansiedade pela impossibilidade de controle, cria caminhos indesejados com a famosa pergunta de inquietação: “E se acontecer isso ou aquilo?”

Após permitirmos esses devaneios da mente, chegamos facilmente a situações caóticas que nos levam a vivenciar emoções extremamente negativas. Chegamos ao absurdo de sentirmos perdas que jamais existiram ou dores que ainda não tiveram a própria causa. Se não interrompermos esses loops de pensamentos, poderemos chegar a situações de medo, angústia, pânico ou depressão.

O cérebro passa a vida inteira dentro do crânio, fechado, e sem nenhum contato direto com o mundo externo, ou mundo real. Para compreender o que está se passando do lado de fora, o cérebro precisa decifrar o significado de luzes, vibrações e químicas, para, através de pistas de suas experiências do passado, construir simulações usando, para isso, uma vasta rede de conexões neurais.

Visando economizar energia o cérebro busca caminhos mais curtos, ou seja, caminhos conhecidos, e tende assim a repeti-los diversas vezes numa inércia que pode ser muito prejudicial. Imaginemos os efeitos danosos de pensamentos negativos, angustiantes ou que possam levar uma pessoa a perder o controle, o equilíbrio. Esse processo, acrescido da rotina de autopreservação, papel também assumido pelo cérebro, reforça a inércia, numa tentativa de manter uma zona de conforto, mesmo que exista sensações negativas, como o medo, a tristeza, etc. Mas, para o cérebro, assim estaremos vivos e salvos, o que indicaria que deveríamos permanecer no mesmo patamar de pensamentos e sentimentos.

Segundo a ciência, temos mais de setenta mil pensamentos por dia. Nós não conseguimos lembrar de muitos deles porque um mesmo pensamento se repete por diversas vezes. Agora, vamos refletir sobre a possibilidade de estarmos repetindo centenas de vezes ao dia um pensamento desagradável ou de muita aflição, e tentar perceber quais seriam as emoções que estariam presentes em nossas mentes ao final desse dia. Com certeza não estaríamos bem, nem dispostos, e nem esperançosos da vida. Daí poderíamos começar a acreditar que estamos tristes, infelizes ou depressivos, e que tudo pode complicar mais e mais.

Precisamos agir para interromper esse processo que, com o tempo, vai se solidificando, e cristalizando dentro de nós. Necessitamos criar novos caminhos, novas alternativas para o futuro, diferentes das possibilidades geradas nos loops do “E se?”, para mostrar que existe uma luz no final do túnel, e que existem inúmeras possibilidades melhores e mais benéficas. Ao criarmos e alimentarmos novas idéias que nos trazem bem estar, estaremos levando uma série de informações ao cérebro para que ele sintetize e saia da repetição de padrão negativo. Após isso, a nossa mente assumirá um estado de vibração distinto do anterior, permitindo emoções mais agradáveis, ou, pelo menos, a ausência da angústia e da tristeza. A isso chamamos de quebra de padrão de pensamento, ou quebra de padrão vibratório, e, com certeza, é um processo de autocura, de equilíbrio, muito importante em em nossas vidas, como, por exemplo, nesse momento que atravessamos na atualidade e que tanto nos afeta emocionalmente.

As nossas emoções são únicas, e estão relacionadas com as nossas experiências pessoais de vida. Ou seja, têm um significado próprio para cada pessoa. As sensações de alegria, de tristeza, de pânico, de nervosismo, de angústia, de medo, etc., de um ser humano podem ser muito diferentes das sensações de qualquer outra pessoa. O que nos alerta para termos o cuidado de não julgarmos o outro, para não criarmos rótulos, e nem mesmo anteciparmos diagnósticos preestabelecidos. Cada caso é um caso, e cada dor é uma dor única, e imensurável.

A interocepção é a capacidade de reconhecer os estímulos e sensações que o nosso corpo envia ao cérebro. E assim, através dos nossos cinco sentidos, mais batimentos cardíacos, respiração, digestão, circulação, taxas hormonais, etc., o cérebro, baseado em suas memórias de experiências, faz uma predição do que está acontecendo em cada momento de nossas vidas. Criando, assim, as diversas sensações, que são processos pelos quais um estímulo externo ou interno provoca uma reação específica, produzindo uma percepção.

Existem várias maneiras de efetuarmos a quebra de padrão de pensamentos ou de sensações, para que possamos então, criar novas possibilidades menos drásticas para um futuro próximo. Na ausência de conhecimentos de técnicas para esse fim, podemos fazer aquilo que já conhecemos e que funciona muito bem, uma prece! E como citou Emmanuel, através de Chico Xavier: “Evita os assuntos infelizes. Fala, auxiliando em favor da tranquilidade e da elevação.”

Uma forma simples de sairmos do estresse da preocupação com o futuro, é imaginar que já estamos no futuro, que está tudo bem, e que toda a tempestade já passou. Pois tudo passa, e a vida retoma seu caminho novamente. Esse exercício de viajarmos para o futuro, sem o caos do presente, faz com que possamos retornar ao agora com melhores expectativas, o que nos traz calma e serenidade.

E para finalizar, vamos nos lembrar que a escolha da energia com a qual nos sintonizaremos na vida é nossa. Existe um universo inteiro de possibilidades conectado a cada um de nós. Então, escolhamos o melhor, pois nós merecemos. Afinal, somos feitos à imagem e semelhança do Criador.

Antonio Moreira Junior

Fonte: Medicina e Espiritualidade

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2 respostas para A MENTE HUMANA EM TEMPOS DE PANDEMIA

  1. Débora Reis Costa de Oliveira disse:

    É por isso que diz o pai da medicina moderna que a imaginação é a metade da doença e a tranquilidade é a metade do remédio e a paz é a metade da cura

  2. Marisa Martins disse:

    Bem esclarecedor !

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