Pensamento – As Descobertas de André Luiz

Luiz Armando

Médico, desencarnado em meados da década de 30 do século XX, levou consigo apenas os conhecimentos vigentes à época da visão mecanicista da ciência, que entendia o pensamento como uma excrecência do funcionamento do cérebro.

Após seu resgate das regiões sombrias do que ele chama Umbral, internado em enfermaria da Colônia NOSSO LAR, vai descobrindo – ou reencontrando – um mundo totalmente novo. A anamnese, os resultados da avaliação sobre seu estado, o tratamento, a recuperação, a integração na família que o acolhe, a busca de trabalho, sua admissão nos serviços de assistência a recém-chegados da nossa Dimensão, enfim, tudo surpreendente não só para alguém com sua formação acadêmica, mas para qualquer um que conclui sua passagem pelo plano mais material.

Uma das mais reveladoras refere-se ao pensamento. Não apenas observando seus efeitos como sua realidade objetiva interferindo na vida de relação entre os seres humanos.

Logo após sua integração no posto de trabalho onde foi alocado, depara-se com um doente altamente perturbado como consequência da “alta carga de pensamentos sombrios, emitidos por parentes encarnados, aos quais se mantinha preso”.

Esse aspecto, por sinal, é recorrente nas centenas de cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier, ao longo de três décadas – 70/90 -, nas concorridas reuniões públicas em que se fazia presente.

Muitos dos que as escreviam, rogavam aos familiares mais aceitação e equilíbrio, visto as dificuldades que os que partiram encontravam para se reequilibrar ante a brusca e inesperada mudança imposta pelas Leis da Vida, perturbados e abalados pelas mentalizações dos que ficaram inconformados na retaguarda.

André aprende que “o pensamento, em vibrações sutis, alcança o alvo, por mais distante esteja”. A permuta de sentimento/pensamentos desarmonizados causa ruína e sofrimento às almas, segundo lhe informam.

Num comentário da Ministra Veneranda, aprende que “o pensamento é base das relações espirituais dos seres entre si”, apesar de sermos milhões de almas dentro do Universo, algo insubmissos ainda às Leis Universais, vivendo ainda nos caprichosos “mundos inferiores” do nosso “eu”.

Avançando em seus aprendizados, no convívio com o Instrutor Espiritual Alexandre que nos apresenta em MISSIONÁRIOS DA LUZ (feb), descobre as ‘doenças psíquicas’ – muito mais deploráveis que as físicas – resultantes da nossa incessante atividade mental. Tal patogênese se divide em quadros dolorosos, nascidos nas criações inferiores – cólera, intemperança, desvarios do sexo, viciações de vários matizes – que afetam profundamente a vida íntima. Esses golpes de vibrações inferiores se refletem imediatamente no corpo físico. Pensamentos/sentimentos negativos oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. A certo momento de revelador diálogo, Alexandre lhe diz: “- As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e consequências de infinitas expressões (…). Cada viciação particular da personalidade produz as formas sombrias que lhe são consequentes, e estas, como as plantas inferiores que se alastram no solo, por relaxamento do responsável, são extensivas às regiões próximas, onde não prevalece o espírito de vigilância e defesa (…). E, como acontece com as enfermidades do corpo, o contágio é fato consumado”.

Ainda com o Benfeitor, descobre que o “pensamento elevado santifica a atmosfera em torno e possui propriedades elétricas que o homem comum está longe de imaginar”;

– que “preocupações descabidas, angústia desnecessária, criações mentais que se transformam em verdadeiras torturas, geram desequilíbrio interior intenso, podendo resultar em graves avarias cerebrais – como AVCs -, para os que já possuem perturbações circulatórias”.

Acompanhando o Instrutor Áulus em NOS DOMINIOS DA MEDIUNIDADE (feb),  se inteira que:

– todos “arrojamos de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa individualidade, o ambiente psíquico que nos é particular”;

– que “nossa mente é um núcleo de forças inteligentes, gerando plasma sutil que, a exteriorizar-se incessantemente de nós, oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginação, sob o comando de nossos próprios desígnios”;

– que “todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são características ou na frequência que lhes é própria”;

– que “na Terra trazemos conosco os sinais de nossos pensamentos, de atividades e obras, sendo a consciência um núcleo de forças, em torno do qual gravitam os bens e os males gerados por ela mesma”; “

– que toda percepção é mental”;

– que “onde há pensamento, há correntes mentais e onde há correntes mentais existe associação. E toda associação é interdependência e influenciação recíproca”;

– que “o pensamento exterioriza-se e projeta-se formando imagens e sugestões que arremessa sobre os objetivos que se propõe atingir”;

– que “a influenciação dos encarnados entre si é habitualmente muito maior que se imagina”;

– que “o pensamento espalha nossas emanações em toda parte a que se projeta, deixando vestígios espirituais, onde arremessamos os raios de nossa mente, assim como o animal deixa no próprio rastro o odor que lhe é característico, tornando-se, por esse motivo, facilmente abordável pela sensibilidade olfativa do cão”.

No contato com o Assistente Silas que conhecemos na obra AÇÃO E REAÇÃO (feb), cientifica-se:

– que: “o pensamento, força viva e atuante cuja velocidade supera a da luz, emitido por nós, volta inevitavelmente a nós mesmos, compelindo-nos a viver, de maneira espontânea, em sua onda de formas criadoras, fixando-se-nos no Espírito quando alimentadas pelo combustível de nosso desejo ou de nossa atenção;

– que “toda mente é dínamo gerador de força criativa produzindo o pensamento que atua à feição de onda, projetada com velocidade muito superior à da luz”.

Embora o manancial de informações repassadas pelo espírito André Luiz, através do médium Chico Xavier, siga inestancável em suas obras, destacamos do MECANISMOS DA MEDIUNIDADE (feb), uma bastante curiosa para nossas reflexões:

“- A leitura de certa página, a consulta a esse ou àquele livro, determinada conversação, ou o interesse voltado para esse ou aquele assunto, nos colocam em correlação espontânea com as Inteligências encarnadas ou desencarnadas que com eles se harmonizem, por intermédio das cargas mentais que acumulamos e emitimos, na forma de quadros ou centelhas em série, com que aliciamos para o nosso convívio mental os que se entregam a ideações análogas às nossas”.

Fonte: revelações da revelação

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As Naves Espaciais Utilizadas pelos Espíritos

Fernando Rossit

De acordo com informações do Espírito André Luiz, a colônia espiritual Nosso Lar está localizada na ionosfera, a 500 Km de altitude do solo da cidade do Rio de Janeiro.

É a mesma distância entre Rio Preto e a cidade de São Paulo. De avião, viajando a 600 Km/h, nosso percurso (encarnados) dura cerca de 1 hora.

Mas quanto tempo um Espírito (André Luiz) partindo de Nosso Lar demora para chegar à cidade maravilhosa, distante 500 Km, por exemplo?

Se vier a uma velocidade de 500 Km/h, demorará uma hora.

Mas usará André Luiz algum veículo ou virá volitando?

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(volitar: é a capacidade que tem um espírito, sob certas condições e de acordo com o seu grau evolutivo, de poder transportar-se, elevar-se do solo e deslocar-se numa espécie de voo. Sob essas circunstâncias o espírito se transporta para onde quiser ou lhe for determinado, sob a ação e impulso da própria inteligência). (Wikipedia)

De acordo com relatos do próprio André, virá de uma ou outra forma, uma vez que existem veículos ou naves espaciais no mundo astral que facilitam o transporte dos Espíritos. Entendemos que o meio utilizado pelo Espírito dependerá da necessidade e o objetivo da sua viagem, bem como as regiões que atravessará até atingir a crosta terrestre.

A velocidade na volitação poderá ser extraordinária, tudo a depender da evolução do Espírito. Não há obstáculo material para eles, o que facilita muito a viagem. Alguns podem viajar à velocidade do pensamento que, de acordo com André Luiz, é maior que a da Luz.

Quase sempre viajam em grupos e o mais adiantado vai à frente. O mais experiente abre caminho para os menos adiantados e inseguros que seguem atrás. Nesse momento, o Espírito que vai à frente, cria um campo magnético de proteção aos demais do grupo, facilitando a volitação dos outros Espíritos do grupo.

O Espírito Galileu, em “A Gênese”, de Allan Kardec, servindo-se de expressões e conhecimentos vigentes à época das comunicações (1862-1863), num exercício de imaginação propõe uma viagem interplanetária.

Nessa viagem o espaço é percorrido “com a velocidade prodigiosa da faísca elétrica (que percorre milhares de léguas por segundo”).

Atualmente, após todo o avanço científico-tecnológico alcançado, a viagem proposta deixa de ser imaginária para ser real, executada por moderníssimas naves espaciais, viajando pelo Universo, a altíssimas velocidades.

As distâncias de “milhares de léguas por segundo” passaram a ser distâncias astronômicas, tendo com parâmetro a “faísca elétrica” medida a partir da velocidade da luz no vácuo (300.000 quilômetros por segundo, aproximadamente).

Para termos noção do que significa esta velocidade, façamos uma comparação: a sonda espacial Voyager 1 atinge apenas 0,00558% da velocidade da luz, equivalente a 16,72 km/seg. ou 602.223,09 quilômetros por hora. Um carro de fórmula 1, a 300 km/h., corre cerca de 2.000 vezes mais lento que a nave espacial.

A Ciência confirma o que o Espírito Galileu afirma em “A Gênese” sobre a relatividade do tempo.

Vejamos:

“O tempo não é senão uma medida relativa de sucessão das coisas transitórias. A eternidade não é suscetível de nenhuma medida, do ponto de vista de sua duração; para ela, não há começo nem fim; para ela, tudo é o presente.

“Se séculos e séculos são menos que um segundo em relação à eternidade, o que será então a duração da vida humana?”

“Do ponto de vista físico o tempo de vida – nascimento, existência e morte – é ínfimo em relação à eternidade; do ponto de vista espiritual ele é infinito. Somos Espíritos imortais!”

Podemos resumir assim, então: os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço, mas podem fazê-lo com a rapidez do pensamento. Muitas vezes têm consciência da distância que percorrem e dos espaços e paisagens que atravessam. Isso dependerá da sua vontade e evolução.

Alguns Espíritos relatam o percurso quando interessa ao nosso aprendizado. Estagiam em outras colônias, atravessam regiões a pé, volitando ou com naves espirituais, conforme a natureza da área que irão atravessar – mais ou menos trevosas ou perigosas.

Quando vêm à crosta de nave espiritual, costumam deixá-la estacionada próxima à cidade terrestre que irão visitar e continuar o percurso volitando ou a pé.

Não pense que você verá uma nave dessas por aí – elas são espirituais, compostas de matéria diferente da nossa. Bem, se você for médium vidente e os Espíritos quiserem….

Quando vêm visitar a crosta terrestre por alguns dias, costumam pernoitar em lares equilibrados onde reinam a harmonia e o amor, mas sempre com a aquiescência dos protetores espirituais da família. Outras vezes descansam em Casas Espíritas, também com a autorização dos mentores espirituais do Centro.

Fernando Rossit

Fonte: kardecriopreto

Bibliografia:

1- O Livro dos Espíritos, questões 89 a 91.

2 – KARDEC, Allan. A Gênese. 19. ed., São Paulo, SP: LAKE, 1999, cap. VI, p.87-90 2 – FERREIRA, Aurélio B. H. Novo Aurélio – Século XXI. Ed. Nova Fronteira, 3. ed., Rio de Janeiro, RJ, 1999 3 – OLIVEIRA, Adilson, Prof. Dr. UFSCAR. Um novo tempo. Coluna Física sem Mistério. Instituto Ciência Hoje. http://cienciahoje.uol.com.br/53460

3 – http://www.cebatuira.org.br/Adelino Alves Chaves Jr.

4- Nosso Lar, Chico Xavier/Andre Luiz.

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Com Paciência e Paz

Joanna de Ângelis

COM PACIÊNCIA E PAZ

Revolta surda vai assenhoreando-se da tua mente ao considerares que ou teus mais salutares alvitres não são aceitos por aqueles a quem te afeiçoas ou procuras ajudar.

Argumentas com segurança, arrimado à lógica e, no entanto, os mais íntimos te parecem distanciados de qualquer programa de elevação, avançando desassisados para os ruinosos caminhos da criminalidade a que se vinculam.

Antes, quando ignoravas o testamento cristão, nas diretivas com que o Espiritismo te enseja, acalentavas o desejo de renovação segura e estável que oferecesse base à paz interior com clima ameno de confiança nas disposições superiores.

Hoje, clareado por convicções felizes, desejas expor e esclarecer, facultando oportunidades igualmente venturosas aos eleitos da tua afeição.

Ages mal, porém, por te deixares consumir pela inquietação ante a rebeldia deles.

O solo sáfaro, impermeável à água e ao adubo, demora-se calcinado e infeliz.

A nascente débil que se não liga ao rio generoso escalda-se e desaparece.

A correnteza que desdenha as fontes das margens do próprio curso, candidata-se ao desaparecimento.

A rebeldia como a presunção já caracteriza a infelicidade de quem as conduz.

Há ocasiões próprias para semear.

A oportunidade certa ensejar-te-á operosa ação para a sementeira da verdade.

Evita o peso da ira no serviço de esclarecimento ou em qualquer circunstância.

A “cólera divina” é configuração meramente humana que não corresponde à verdade.

Quem deseja ajudar no despertamento de espíritos porfia criando ambiente de luz, reconhecendo que o tempo é o grande professor dos desatentos.

* * *

Muitas vezes o Mestre não foi ouvido por aqueles a quem muito amou.

Os que conviveram no círculo do seu afeto por mais de três ano, cercados de carinho e envoltos na esfera do seu inefável devotamento atestaram conhecê-Lo pouco, quase nada entendendo das suas lições. Ele, porém, compreendia que os que O não recebiam já estavam punidos e deles se apiedava…

Desdenhar a luz e fugir-lhe à contribuição valiosa é candidatura à enfermidade e à morte.

Os que desprezam o banho lustral da palavra de vida empalidecem as possibilidades de redenção e liberdade real.

O Evangelho nos diz que “os seus não O receberam…”.

No entanto, Ele sempre recebeu a todos, estando à disposição de todos.

Entre os que O buscavam estavam homens e mulheres de renomada posição e dos mais escusos antros das cidades.

Muitos se disputavam recebê-lo em suas casas, tê-Lo às suas mesas, talvez para se beneficiarem da notoriedade d’Ele ou para conhecê-Lo de perto.

Incansável, porém, demorou-se em serviço enquanto era tempo, sem reclamar nem transigir com aqueles que não O queriam, nem O escutavam, nem O recebiam…

* * *

Não há outra conduta a adotar, a serviço dEle, senão aprendendo com Ele a lição da sua conduta.

Os que agora não podem avançar contigo, virão depois. Propicia-lhes o terreno e prossegue à frente, abrindo rota de segurança entre dificuldades.

O valor da mensagem que conduzes com doação da própria vida é tesouro que, em te enriquecendo da luz do discernimento, fará de ti emissário da paciência e da paz, sem campo para que grassem as sombras da revolta ou da ira.

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 17

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Missão do Médium

Maria Silvia Orlovas

Você que tem mediunidade e trabalha com ela, já deve ter pensado por que foi escolhido, ou por que tem esse dom e, provavelmente, ao longo do seu caminhar também deve ter pensado no porquê de ter sido escolhido. Mesmo aquelas pessoas que já ouviram em algum momento que tem que desenvolver a mediunidade, com certeza, ficaram pensando em como e por que fazer isso.

Aliás, sei que muita gente “desenvolve” a mediunidade por medo do que pode dar errado, caso não o faça, e não por vontade própria ou de forma espontânea.

Os mentores sempre brincaram dizendo que quase ninguém vem para o caminho espiritual, que as pessoas despencam, esbarram-se ladeira abaixo quando estão sofrendo. E que alguns encontram nesse caminhar um sentido da vida.

Mas, então, qual a missão do médium? Pergunto o que você sente a esse respeito, porque por mais que já tenhamos ouvido alguma coisa que consideramos importante, temos que ouvir a voz interna, respeitar aquilo que sentimos, pois, mediunidade começa dentro de nós, no coração, no sentimento e nas sensações. Não é algo externo. Afinal, nós somos os médiuns, os sensitivos, somos aqueles que por um motivo conhecido ou desconhecido temos o dom de uma percepção mais aguçada do mundo à nossa volta, e também do mundo interior.

Ao longo desta vida, porque no meu caso nasci médium, percebo que o primeiro passo dessa missão é o autoconhecimento. Um médium antes de querer exercer seu dom, lapidar seu talento, ajudar as pessoas, precisa se conhecer e vencer seus próprios tormentos, porque os primeiros passos dessa trilha costumam ser feitos quase no escuro.

Já pensei se seria um teste, mas cheguei à conclusão que se trata de um empurrão. Porque quem em sã consciência com tudo dando certo, com relações afetivas e familiares amorosas e tranquilas, com dinheiro, um bom trabalho e felicidade procuraria uma compreensão maior da vida e dos desígnios divinos?

Sinceramente, acho que pouca gente sequer olha para o lado espiritual quando as coisas estão bem. Então, se as coisas estão mal, além de olhar, pedir ajuda, ou de querer, de repente, ser médium e salvar o mundo, vamos precisar ser humildes e nos salvar. Mudar comportamentos, vencer o karma familiar, que normalmente é pesado e cheio de rebarbas complicadas. A vida é assim…

As pessoas não são perfeitas e nós não somos perfeitos.

Acredito numa mediunidade ativa, no sensitivo, no médium que estuda, que aprende, mas não apenas nos livros, nem apenas com os espíritos que recebe, nem nas mensagens que canaliza. Precisamos aprender com a vida, com aquilo que conseguimos fazer de bom e também com aquilo que dá errado.

O médium é como diz a palavra: um mediador, alguém que transita entre o mundo material e o mundo espiritual. Mas vale perguntar: que parte do mundo espiritual esse médium frequenta?

Porque não existe apenas um mundo. Existem vários mundos e o que define por onde você anda ou, no caso, é levado, é a sua conduta. Honestidade no mundo dos homens é fundamental para garantir o acesso aos portais superiores do espírito. Assim, não basta ver espíritos e se comunicar com o além. Precisamos conectar bons espíritos e, para isso, é necessário aprimorar nossa natureza, pois ainda que tenhamos nascido com lindos dons e talentos, se não lapidarmos o caráter, esses presentes se perdem numa nuvem de poeira.

Penso que não apenas a missão do médium, mas a de todos nós, é antes de querer salvar o mundo, cuidar de si mesmo, do seu aprimoramento, de cultivar a sua luz e o entendimento, amor e perdão para enfrentar as lições que o karma nos trouxe.

Por Maria Silvia Orlovas

Fonte: G.E. Casa do Caminho de S. Vicente

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O Óbvio

Antonio Carlos Navarro

O ÓBVIO

Tivemos em nossa última atividade mediúnica no Centro Espírita Francisco Cândido Xavier, uma comunicação espiritual interessante.

O Espírito comunicante apresentou-se como sendo uma pessoa comum, tal como a grande maioria dos encarnados, e passou a relatar sua última experiência carnal.O ÓBVIO Não foi uma pessoa má. Também não foi um exemplo filantrópico. Viveu a vida de forma morna, nem quente, nem frio.

Pois foi justamente esse comportamento que lhe pesou na consciência ao retornar ao Mundo Espiritual, produzindo-lhe instabilidade consciencial que lhe tirou a tranquilidade e, consequentemente, o sentimento de felicidade.

Agora, na condição de orientado, passa em revista as experiências da vida que viveu, percebendo que poderia ter aproveitado muito mais a benção da reencarnação.O ÓBVIO Disse que se deixou levar pela vida vegetativa, rotineira, sem se aventurar em caminhos que lhe poderiam dar maior ganho espiritual. Nem estudos no campo da espiritualidade, nem trabalhos voluntários em benefício da dignidade humana.

Nesse ponto lembramo-nos da orientação doutrinária que diz que não basta não fazer o mal, é preciso fazer o bem, porque somos responsáveis não só pelo mal que causamos, mas por aquele que resulta do bem que não fazemos.O ÓBVIO Questionado sobre como reconhecer, enquanto encarnado, as oportunidades de crescimento, ele respondeu que não se percebe o óbvio.O ÓBVIO Discorreu dizendo que a proposta do Evangelho, nas orientações do Senhor Jesus, é a ação constante no bem, incessantemente. Todas as orientações são no sentido de agir, e não de expectação, como a lavar as mãos diante das situações.

Nesse ângulo o óbvio constitui, por exemplo, toda a oportunidade que se tem para exercitar a educação, a paciência, a tolerância, a indulgência, a boa vontade e etc. Assim como também oportunidades de dilatação da inteligência através do conhecimento, da prestação de pequenos favores ou da oração intercedente, dentre muitos outros.

Enfim, disse ainda que, muitas vezes, envolvemo-nos em movimentos fraternos de grande monta, mas que ocorrem poucas vezes em nossas vidas, e nos esquecemos das pequenas situações nas quais nos envolvemos no dia a dia, e que representam pequenos tijolos de uma grande construção.

Finalizou seu depoimento dizendo estar em treinamento para melhor aproveitamento da futura reencarnação, e aconselhou-nos a não perdermos tempo com questiúnculas que nos roubam energia e oportunidades de fazer o bem, para o próximo e para si mesmo, que é o que conta quando se adentra o mundo dos espíritos.

Quanto a nós outros, ficamos a pensar em quantas oportunidades poderíamos ter sido úteis exercitando os valores morais superiores, mas escolhemos a inércia, o desculpismo, a displicência e a negligência, perdendo a oportunidade de crescimento espiritual enquanto estamos encarnados.

Como não sabemos quando vamos voltar à pátria maior, o melhor a fazer é redirecionar nossas ações, buscando a seara que é grande e onde faltam trabalhadores.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro
Fonte: Kardec Rio Preto
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Sistema Colaborativo

Orson Peter Carrara

SISTEMA COLABORATIVO

A vida se apresenta claramente como um moderno mecanismo de colaboração mútua. Tudo demonstra um esforço gigantesco direcionado para o bem coletivo. Nos ambientes da natureza em seus conhecidos ciclos e mesmo no próprio funcionamento do corpo humano, com breve observação nota-se esse caminhar solidário. É um perfeito sistema colaborativo.

O egoísmo não faz parte desse processo, ele é fruto da imaturidade, introduzido sim pela irreflexão que gera ambição, vaidade, arrogância, elementos presentes expressivamente no comportamento humano, frutos todos do egoísmo. Este um autêntico “câncer” moral, gerador dos sofrimentos que assolam o planeta.

A consciência de colaboração, todavia, inspirada pela grandeza da solidariedade, convida-nos a essa nova postura, peculiar à natureza. Isso, todavia, exige o empenho pessoal, o esforço de continuidade na adoção de novas posturas, justamente nessa direção e foco colaborativo.

Os exemplos nessa direção são muitos. Basta pesquisar. O bem é lei da vida. Todo desvio dessa rota resultará em aflições, lágrimas, dificuldades. Atentemos para agir como facilitadores das circunstâncias, centralizadores do bem, com consciência do bem. Nunca nos esqueçamos: o bem e o amor são leis da vida. Contrariá-los é construir desdobramentos que exigirão reparação. Melhor agir como ensina a natureza. Afinal, somos capazes de raciocinar, e, melhor, somos capazes de amar também. É querer e vencer as tendências egoístas que ainda nos dominam.

Orson Peter Carrara

Fonte: G.E. Casa do Caminho de S. Vicente

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